A mídia como ela é

Quem se beneficia da constante, não tem interesse em fazer curvas

Caminhamos na direção da eleição presidencial mais complexa que já tivemos. Avizinham-se tempos de extremismo e nossa capacidade de entender isso que nos cerca perdeu-se, como perdeu-se quase todo o sentido de existir uma constituição nestes tempos.

Daqui desta cadeira tento buscar os culpados e meus dedos não são suficientes para contabilizar. Tudo a minha volta é parcial, eu mesmo sou parcial, escolhi um lado, uma ideia. Uma memória da minha infância me conduz e mesmo tendo envelhecido, visto coisas, lido livros, conversado com pessoas bem mais experientes que eu, sou parcial.

E o que não carrego como culpa? Muita coisa! Não tenho responsabilidade em nada para além do meu entorno. Estive anos metido em salas de aula, entre páginas e páginas, aprendendo sobre comunicação noutras terras, distantes inclusive! Mas não consigo alcançar muito mais o que estes poucos que vivem ao meu redor.

No momento que me dou conta disso, também me dou conta do que pode ir bem mais longe que eu. Aqui, me convenço que o jornalismo não dá mais notícias ou talvez nunca tenha dado, pelo menos não ele todo. As noticias são histórias. São parte de uma narrativa extremamente dedicada a promulgar os interesses de quem a conta.

Não vamos conseguir reagir! Não por agora. Não vamos conseguir ter certeza de nada, porque estamos lendo pedaços dessas narrativas selecionadas a partir da parcialidade e aqueles que as contam, sabem disso. Não vejo qualquer problema e inclusive acho importante que os comunicadores tenham um lado, o que acho um estelionato é marcar posição vendendo isso como notícia.

É fato que o jornalismo atual ‘impresso’ pelos grandes meios de comunicação é absurdamente oportunista, no pior sentido da palavra. A forma como as linhas editoriais se contorcem para desenhar os desejos de uma classe que domina o Brasil, desde o tempo das capitanias, está estupidamente estampada nas palavras dos apresentadores de telejornal e nas manchetes dos grandes portais de notícias.

Eu não vejo problema qualquer no Paulo Henrique Amorim, ele tem lado, ele declara isso. Eu não vejo qualquer problema na Mídia Ninja, inclusive sou grande entusiasta… Ela tem lado e ele fica bem claro… Até o abjeto Rodrigo Constantino, que também faz contorcionismo intelectual para justificar suas teorias rasas, tem lado declarado.

Depois que esse rio de lodo passar, talvez até antes, precisemos olhar para nossos jornalistas e meios de comunicação com seriedade. É uma fraude, um verdadeiro crime, que para mim é tão sério quanto qualquer corrupção praticada pelos gestores públicos e não deixando de lembrar, seus parceiros corruptores também.

Estamos constantemente sendo conduzidos a completa confusão e observem, não estou falando das fake news, estou falando sobre grandes meios, esses que são tão velhos quanto a história que acompanhamos. Inúmeros fatores contribuem para isso, mas o poder de persuasão pode ser facilmente provado quando observamos os resultados das campanhas contra o tabagismo! Sobre o que mais poderíamos ser convencidos?

A regulação da mídia é vendida como censura por aqueles que querem continuar faturando cifras exorbitantes e uma parcela significativa da população, paranóica, acredita nisso! Pois acredita piamente que o Brasil caminha em direção a um regime totalitário de esquerda. A Rede Globo segue atacando a soberania nacional por baixo de uma máscara de neutralidade, vendendo opinião como notícia, enquanto a audiência  segue sendo vítima dessa desinformação intencional!

Regulamentar é tão importante quanto fazer a ampla e real reforma no sistema político brasileiro. É tão importante quanto eleger uma bancada de deputad@s e senador@s progressistas, alinhad@s com causas populares, sensíveis aos gritos das minorias, que respeite acima de tudo a democracia ou o que sobrou dela, para que enfim a possamos restaura-la.

Ah! E antes que eu me esqueça… Eleição sem LULA é fraude!


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