Raul, Minha Bicicleta e o Violão

O que que você quer ser quando você crescer? Aguma coisa importante… Um cara muito brilhante!

Raul foi o responsável por eu me interessar por música e por causa dela, troquei minha antiga bicicleta de corrida Alfameq Tirreno por um Discman e um violão Tonante e desde então tento aprender qualquer coisa. Eu nunca cheguei a me tornar um músico de verdade, acho que nunca tive vontade de o ser, mas a música sempre me salvou desse mundo, das suas frustrações, das suas dores, das minhas, da solidão vivida no além mar. A música me uniu ainda mais a meu pai, ao meu irmão e me fez ter grandes amigos… Daqueles amigos que atravessam décadas.

E por ter necessidade de entender algumas das suas letras, eu percebi que precisava de referências, não tinha uma fórmula exata para conseguir, percebi apenas que precisava ler, com a leitura aprendi sobre estética musical e em paralelo, outras estéticas. Acabei tomando gosto pelos estudos sociais e pela comunicação e assim, acabei me tornando publicitário. Algumas vezes até criativo.

Aprendi a não ter preconceitos ouvindo Raul comparar Genival Lacerda a Elvis e Jerry Lee. Quando também inseriu o baião de Luiz Gonzaga no Folk de Bob Dylan e misturou blues do Mississippi ao xaxado paraibano.

24 anos depois de sua morte, Raul tem a mesma importância musical que sempre teve para mim e eu nunca fui fã de aniversários, muito menos desses tipos, escrevo este texto e dedico esta música a você que começou um dia desses a ouvir rock, dedico a você que anda nessa estrada antiga e dedico a você que ainda não encontrou a música, e sobre tudo, dedico a mim e a meu pai, eterno responsável por me apresentar Raul.

Na falta de algo novo a falar, eu vivo me repetindo. #TocaRaul.


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